quinta-feira, 10 de março de 2011

DEPOIMENTO DE PARTICIPAÇÃO NO CLUBE

Depoimento de participação no Clube de Radioamadores do CMPA
Uma das melhores e mais instrutivas atividades que tive em 2010 foi a participação no Clube de Radioamadores do CMPA. Em pleno terceiro ano, nada melhor do que um clube de alunos para ser usado como válvula de escape de toda a pressão sobre essa última etapa no colégio. Esse é um dos objetivos de todos os clubes do CMPA: uma atividade extraclasse visando o entretenimento entre os alunos. O objetivo principal, porém, é o ensino através dessa atividade, seja ela de História, Geografia, Matemática, Química ou Física. A grande dificuldade deve ser atrair os alunos para um clube que ensine Física (no nosso caso). Eu fui convidado por um colega a participar do clube em questão e de cara fiquei muito interessado em participar. Não sabia o que era radioamador, mas sabia o que era um rádio e gostaria de aprender qualquer coisa sobre isso, já até me imaginava mexendo em equipamentos ou até falando através de um rádio. Para confirmar minhas expectativas, no primeiro dia que fui ao clube já fizemos nossa primeira atividade prática: cortamos e depois emendamos um fio para fazermos uma extensão. Nessa atividade usamos alicates, chaves de fenda, ferro de solda, estilete, e outras ferramentas. Nada melhor do que isso para passar as tardes no Casarão. Fizemos inúmeras outras atividades práticas, como a criação de nossa antena dipolo; nossos contatos com radioamadores de São Paulo; nossas medições da intensidade do campo eletromagnético no colégio; nossos experimentos com o osciloscópio; entre outros. O principal é que aprendíamos a prática e a teoria de todas elas, com as palestras que recebemos e os mapas conceituais que nós mesmos criamos. Aprendemos vários assuntos relacionados à Física, tais como: circuitos elétricos, ondas, campos, eletricidade, magnetismo, eletrônica, e muitos outros assuntos discutidos nos encontros, como Física Moderna. Nós aprendíamos Física com diversão e prazer, eu contava os dias para chegar na quinta-feira e ir para o laboratório de Física às 14h para mais um encontro no clube. Nossas atividades foram reconhecidas e divulgadas no site do CMPA, disponíveis também no nosso blog ( http://cluberadioamadorcmpa.blogspot.com/ ). O nosso clube e blog já foram reconhecidos por várias pessoas também, recebemos muitos elogios pelo nosso trabalho. Só me resta dizer que foi um grande prazer e uma honra ter participado do clube. Tudo isso não seria possível sem o grande esforço do Tenente Bruscato, responsável e idealizador pelas atividades desenvolvidas no Clube de Radioamadores do Colégio Militar de Porto Alegre.
Vanderlei Amaral Vieira Junior
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EXPLICAÇÃO DO HINO DO RADIOAMADOR

Você pode ver abaixo o Hino do Radioamador. Como existem alguns termos radioamodorísticos, eu fiz uma interpretação. Em negrito está o hino, e em itálico está a interpretação. A música você pode ouvir neste link (http://podcast1.com.br/canais/canal1484/hino_radioamador.mp3) .
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Hino do Radioamador
Letra: Adriano Tambellini – PY2EO
              Odilon F. Monteiro – PY2BQO
              Luiz Adamião Pereira – PY5JW
Música: Arnaldo Meirelle
Interpretação: Vanderlei Amaral



Amadores de Rádio-emissão
Vanguardeiros da terra e do ar
Somos todos amigos e irmãos
AmateurfunkstationInclusive os que habitam o além mar
Noite e dia na escuta a ficar
Aguardando um DX conseguir
Na frequência começa a chamar
Compreendido o colega a pedir.
Radioamadores,
Que estão à frente da terra e do ar;
Entre os radioamadores é comum a amizade,
Mesmo com pessoas de lugares distantes, além-mar
Pelas frequências, que são os “canais” de comunicação;
DX é um contato a longa distância, que é muito valorizado.
radioamador


Avante, R.N.R
Desfraldai a bandeira do porvir
Com a LABRE toda ela unida
Ao bem comum ireis servir.
( Repete o estribilho 2 vezes )
R.N.R., Rede Nacional de Radioamadores;
Tremular a bandeira do futuro;
LABRE, Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão;
Uma das grandes contribuições dos radioamadores
É a ajuda em calamidades públicas.
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Atenção, atenção meu amigo
Aqui estou para te atender
Diga lá o que queres comigo
Que te ouço com prazer
Somos amadores de rádio
Cheios d’alma de sangue viril
Alcemos o nosso coração
Para amar este grande Brasil.
O radioamadorismo é um hobby que permite conhecer pessoas,
oscarcarecapainelivceltew5Fazer amigos, além de concursos nacionais e internacionais;
É possível saber o que se passa tanto no norte quanto no sul do Brasil
Na mesma velocidade da luz.

Avante, R.N.R.
Desfraldai a bandeira do porvir
Com a LABRE toda ela unida
Ao bem comum ireis servir.
( Repete o estribilho 2 vezes ).
R.N.R., Rede Nacional de Radioamadores
Tremular a bandeira do futuro;
LABRE, Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão;
Uma das grandes contribuições dos radioamadores
É a ajuda em calamidades públicas.
FIM
fonte: http://www.arpapr.org.br/civismo_hinoradioamador.html (hino) .

Vanderlei Amaral

sábado, 12 de fevereiro de 2011

164° Aniversário de Thomas Edison

 

Será que coseguiríamos ouvir músicas em pequenos aparelhos,thomas_edison2-800x1024 como um MP3 player, se Thomas Edison não tivesse criado, antes, o fonógrafo? Será que Nikola Tesla teria descoberto a Corrente Alternada se Thomas Edison não tivesse descoberto a Corrente Contínua? Será que poderíamos ir ao cinema assistir à filmes em 3D se Thomas Edison não tivesse inventado o cinetoscópio? Ou melhor, será que existiram lampâdas LED se Edison não tivesse inventado a lâmpada incandescente? Não podemos responder o “se” dessas perguntas, mas sabemos com certeza que esse grande inventor contribui muito para a humanidade.

Thomas Alva Edison nasceu no dia 11 de fevereiro de 1847, em Milan, estado de Ohio, Estados Unidos. Assim como Einstein, não era bem visto pelos professores.Seu professor, o padre Engle, dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é um coça-bichinhos estúpido, que não pára de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Alfabetizado por sua mãe, devido a problemas na escola, desde criança se interessava por experimentos químicos e por mecânica. Seu primeiro emprego foi de vendedor de jornais, em um comboio de um trem. Interessou-se por código Morse, e chegou a treinar como operador de telégrafo, entre 1863 e 1868.

Thomas-Edison-o-gênio-da-lâmpada

Seu primeiro invento foi uma máquina de votar, mas ninguém se interessou. Em 1876, fundou um centro de pesquisas em Menlo Park, com oficinas e laboratórios. Em 1877, inventou o fonógrafo, utilizando um cilindro com sulcos coberto por uma folha de estanho, na ponta ficava um diafragma conectado a um bocal. O cilindro era girado manualmente, e conforme a pessoa ia falando no bocal, as ondas mecânicas faziam o diafragma vibrar, movimentando uma ponta aguda, que fazia sulcos na folha de estanho. Feito isso, era só substituir a ponta aguda por uma agulha, e o aparelho reproduzia a voz gravada no estanho.

EdisonPhonograph

Em 21 de outubro de 1879, sua vida se iluminou, literalmente. Depois de muitas experiências, inventou a lâmpada incandescente, que brilhou por 45 horas. A lâmpada era feita de filamentos de algodão carbonizado, coberta por um bulbo de vidro, para isolar o oxigênio.Depois desse invento, chegou ao auge da fama, foi chamado de mágico e de gênio.

lampada

Patenteado em 1981, Edison inventou o cinetoscópio, um projetor de cinema. O aparelho era uma caixa de madeira, e dentro continha uma lâmpada e um rolo de imagens. Ao todo, esse grande inventor patenteou 1093 inventos, e foi considerado “o mais útil cidadão americano”.

cinetoscopio

Thomas Edison morreu aos 84 anos, no dia 18 de outubro de 1931. No dia de seu enterro as luzes dos Estados Unidos se apagaram, em respeito à esse gênio. Nós do Clube de Radioamadores do CMPA fazemos essa pequena homenagem a esse grande inventor.

Vanderlei Amaral

edison_fonografothomas_edison

Fontes:http://www.coisasinteressantes.com.br/blog/?p=231 / http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison /http://www.radio-electronics.com/info/radio_history/gtnames/thomas-alva-edison.php / http://www.infoescola.com/curiosidades/invencao-da-lampada/ / http://pt.wikipedia.org/wiki/Fon%C3%B3grafo

sábado, 22 de janeiro de 2011

HOMENAGEM A UM GÊNIO SEM GLÓRIA

          Nascido em Porto Alegre, Roberto Landell de Moura realizou um dos maiores feitos da ciência brasileira ao transmitir, a uma distância de oito quilômetros, sua voz, entre a Avenida Paulista e o alto de Santana, em São Paulo.
          Não foi só a transmissão de voz via ondas eletromagnéticas o grande feito de Landell, ele também descobriu que os corpos dos seres vivos são circundados por um halo luminoso, conseguindo fotografar essa luz. Trinta e dois anos depois, um casal soviético descobriu o mesmo fenômeno, que passou a ser chamado efeito Kirlian (em homenagem ao sobrenome do casal) ou bioeletrografia. Mais uma prova do esquecimento dos inventos de nosso gênio conterrâneo. Gênio, isso mesmo, pois aos desesseis anos construiu um aparelho telefônico (apenas um ano depois de Graham Bell), sem ao menos conhecer o aparelho do inventor do telefone .
          É esquecido, também, pela invenção do rádio, pois a História atribui esse invento a Marconi. A grande "confusão" entre Landell e Marconi é que o italiano inventou a radiotelegrafia: transmissão de código morse sem fio. Com um aparelho totalmente diferente, é bom destacar isso, Landell transmitiu nada mais do que a voz humana pelo rádio, a radiotelefonia. Mesmo assim, quem ficou conhecido como o inventor do rádio, que ninguém imagina como um aparelho transmissor de código morse, foi Marconi.
          No dia 21 de janeiro de 2011, foi comemorado o sesquicentenário do nascimento de Landell de Moura. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançou um selo comemorativo a esses 150 anos, uma homenagem a esse gênio gaúcho, brasileiro. Nós do Clube de Radioamadores do CMPA também fazemos nossa homenagem a esse notável brasileiro, nossa sala de atividades chama-se SALA RÁDIO PE. LANDELL DE MOURA.
          O Brasil não é, nunca foi, e nunca vai ser inferior aos países desenvolvidos em relação à Ciência, Landell de Moura é uma prova disso. Esse padre, que tentou unir Ciência e Religião, continua até hoje inspirando a arte do Radioamadorismo.
landel_de_moura selo_RLM rodada Landell de Moura
Fontes:http://www.nossasenhoradobrasil.com.br/correios-homenagearao-padre-inventor-do-radio.html / http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Moura / Jornal Zero Hora, sábado, 15 de janeiro de 2011.

Vanderlei Amaral

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

AS PERIPÉCIAS DE UM GAROTO ESTRANHO

UMA OPERÁRIA A MENOS
          Deodor sempre foi visto como o mais estranho entre seus iguais (ele é uma pessoa, aos poucos eu descobri isso) , aliás, não havia ninguém igual a ele.

          Quando era criança costumava fazer pequenos hospitais para insetos que estavam morrendo (a maioria das vezes ele mesmo causava isso) , e ficava o dia todo trabalhando na recuperação dos pobres animais. Mas agora a história é sobre um desses animais, apenas. A história vai parecer um pouco infantil, mas é porque Deodor era infantil (ou é, não sei, depende) . Um dia, na 2° série, achou uma abelha morrendo dentro da sala de aula e tratou logo de socorrê-la. Não escutou uma só palavra do que a professora dissera durante a aula, e no recreio aproveitou para cuidar melhor do himenóptero. O pátio da escola começava logo na saída das salas de aula, era uma grande área aberta rodeada de árvores, e ao pé de cada árvore havia um banco. Colocou o inseto em cima de um dos bancos e percebeu que de seu abdômen saia a ponta de alguma coisa estranha e logo pensou: “Hum... algum outro inseto deve ter ficado furioso com a senhora abelha e lhe fincou um ferrão, então o que eu devo fazer é retira-lo!” E foi isso o que ele fez, para o azar da abelha. Atenta e cuidadosamente foi encostando o dedo na ponta do “ferrão”, e de súbito puxou-o. Mas o que ele puxou foi mais do que previra: saiu alguma coisa gosmenta, de quase 1cm, do corpo do inseto. O garoto não sabia que ao puxar o ferrão da abelha ele puxaria também todos os seus órgãos. Quando Deodor percebeu o que tinha feito quase caiu para trás. “Eu matei a pobre da abelha! Eu sou um assassino! Eu devia estar preso, isso sim...”. Nesse momento eu mesmo fiquei com muita pena do pequeno Deodor, afinal ele só queria ajudar a abelha.

          Vendo a cena do crime, o que restou a Deodor foi fazer um enterro digno para a vítima. Ele foi até o armário que estava no fundo da sala de aula e lá procurou alguma caixinha para carregar o inseto. Foi difícil achar, pois o armário era uma bagunça, cheio de lápis, canetas, tintas, papéis, livros, desenhos, tudo o que é necessário para uma professora distrair uma bando de crianças por uma aula. Mas Deodor encontrou o que queria: uma caixa de fósforos. “Perfeito!”. Foi até o pátio, onde estava a abelha, e a colocou dentro da caixa, quando ouviu o toque do fim do intervalo. Já de volta à sala de aula, continuou a não prestar atenção à professora, pois ainda pensava no crime que tinha cometido. Quando o fim da aula chegou foi um alívio, assim ele poderia finalmente preparar o funeral ao chegar em casa. Da escola para sua casa, só contarei que ele ficou muito quieto, pois sabia que um momento importante estava por vir.

          Uma pausa. Deodor tinha sete anos, e era  sua primeira experiência com a morte, e ele ainda pensava que era o assassino da história. Ele podia ser teimoso e desobediente com seus pais (e era) , mas uma coisa que não suportava era ver alguém, ou alguma coisa, sofrendo e não poder ajudar, e quando não podia, lamentava muito por isso. Uma vez deu de presente para si mesmo dois gatinhos abandonados perto de sua casa, ato que sua mãe “adorou”. Já perdi a conta de quantos passarinhos caídos do ninho ele cuidou. Todos morreram, é claro, menos os já crescidos que só estavam com algum machucado.

          Mas voltemos à história, a primeira das demais. Quando Deodor chegou em casa foi logo trocando de roupa. Pegou a caixinha que continha a abelha, uma colher e dois gravetos e se dirigiu aos fundos da casa para procurar um lugar que servisse de cemitério. O gramado era grande, mas não o suficiente para Deodor, que depois de uns doze minutos achou o lugar ideal. Com a colher, começou a cavar um buraco, cerca de 15cm de profundidade. Abriu a caixinha e viu o corpo imóvel da abelha, foi quando pensou em algo especial para dar à senhora abelha. O garoto saiu correndo em direção à casa, entrou no quarto de sua mãe e abriu a gaveta que continha as jóias, escolheu a mais bonita e guardou-a. Voltou correndo ao local do enterro e, sem mais delongas, colocou cuidadosamente o inseto no buraco, junto com o objeto furtado de sua mãe. “Isso, senhora abelha, é um presente para mostrar o quanto eu sinto pelo o que eu fiz, espero que faça bom proveito com ele aí no céu das abelhas”. Os gravetos ele iria usar para cravá-los no chão, para marcar onde havia enterrado o corpo do inseto. Mas (infelizmente) mudou de ideia, pois pensou que se soubesse onde era o local iria vir sempre ali. Um pouco mais conformado, agora que tinha feito um enterro digno para à abelha, Deodor foi recolher-se em sua casa. No dia seguinte o garoto já não lembrava mais o local do enterro, e ele nem tentou procurar. Dois dias depois foi acordado subitamente por sua mãe: “Deodor! Você viu onde está a aliança de sua irmã?! O casamento é daquia a poucas horas!”
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Post scriptum: Não vou contar que, daquele dia em diante, Deodor conhece cada centímetro quadrado de todo o gramado, se alguém perguntasse onde ficava o formigueiro mais alto, ele saberia responder.
Vanderlei Amaral